O achado de quem leu até o fim
Impressão digital no barro
Dezoito anos depois da publicação de Avigad, uma segunda bula com o nome do escriba Baruque surgiu no mercado de antiguidades. Em 1996, o editor Hershel Shanks anunciou na revista Biblical Archaeology Review uma peça com uma marca que ele chamou de impressão digital, pressionada no barro mole antes da queima. O colecionador israelense Shlomo Moussaieff guardava o objeto, sem relato de escavação por trás. Se você comparar as duas bulas, o nome repete, a origem não.
A peça nunca veio de uma escavação controlada: chegou pela mão de negociantes, sem camada de terra para dar contexto. Essa lacuna levou a Autoridade de Antiguidades de Israel a abrir, nos anos 2000, um comitê de peritos para examinar bulas e selos do mercado ligados a Moussaieff, o de Baruque entre eles. O caso de 1996 segue citado como exemplo central nos debates sobre falsificação na arqueologia bíblica.
Fonte: Biblical Archaeology Review, março/abril de 1996